segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Passado o Fim do Mundo...




Depois de meses sem postar eu não podia deixar o blog sem uma reflexão de fim de ano. É tradicional pensarmos em como o tempo passou rápido e esperar que o próximo ano seja sempre melhor do que o que passou.

De 2012 eu não tenho que reclamar. Foi um ano intenso, de emoções inexplicáveis e vitórias inacreditáveis. Do campo acadêmico ao amor (Ah, o amor!). Pelo suspiro que dei ao escrever essas palavras acho que já deu pra entender como ele é bom pra mim. Ah, a amizade... 2012 foi também um ano de fortalecer as velhas, mas insubstituíveis amizades e de descobrir novas. Sobre as velhas, essas são sempre boas, confortáveis, nos deixam à vontade pra ver que o tempo é senhor e que quem é verdadeiro fica, apesar de qualquer distância ou dificuldade. Assim os anos passam e eles estão sempre ali, os verdadeiros amigos. Já os novos vêm por acaso. É sempre momento de se permitir conhecer alguém especial e quando é pra ser, ele vem e fica. Quando eu menos esperava, a vida me deu um novo amigo, daqueles que mesmo em pouco tempo já marcou muito.

Dos sorrisos às lágrimas, nós somos feitos de sentimentos. Em algumas pessoas esse viral se manifesta com menor intensidade, mas em mim ele transborda e eu não tenho medo de sentir. A não ser que seja sentir a perda... Isso é triste, mas também faz parte da vida. Não falo de morte porque, felizmente, não aconteceu esse ano. Mas me refiro às pessoas que ficam pelo caminho, pois com o passar dos dias nos afastamos e nos aproximamos de sujeitos que acredito serem pontos de luz. São pessoas que precisavam surgir em determinados momentos da nossa vida pra nos ensinar algo, nos transmitir alguma mensagem que era importante exatamente naquela hora e depois elas se vão. Desse fato tiro uma impressão: nós aprendemos a lidar com cada pessoa no momento certo e a entender que a vida é uma missão. Por isso, tantos altos e baixos, tanta instabilidade e insegurança.

Tudo isso faz parte do crescimento e a gente entende conforme a vida passa. Ela passa tanto que aqui estou eu, prestes a entrar no último ano de faculdade, com 20 anos de idade e a dificuldade de entender que eu não posso mais viver como se tivesse 15. Oi responsabilidade! Apesar do pouco tamanho, está na hora de crescer menina-mulher.

Assim, quero que 2013 seja vivido como se fosse o último, mas não da minha vida, e sim de um ciclo. Seguindo os pensamentos maias, quero que esse ano seja redondo, que eu faça tudo o que tiver que fazer, passe por tudo o que tiver que passar e, no fim, tenha a certeza de que cumpri toda a minha missão deste ano e que mais que tudo eu seja feliz.

A todas as pessoas que me arrancam sorrisos no dia-a-dia, FELIZ ANO NOVO!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O que tem por trás da beleza


Não sou nenhum ícone da beleza feminina. Tampouco o tipo de mulher que passa na rua e é vista em slow-motion com cabelos ao vento. Ou talvez eu seja. Basta eu querer. Temos a incrível mania de dar mais valor ao que pensam a nosso respeito do que a ideia que temos de nós mesmos. O erro está aí. Ser bonita aos olhos dos outros é mais importante do que a mesma consideração aos nossos olhos.

O problema é que o que os outros veem, geralmente, se limita a aspectos físicos e nós somos muito mais que isso. Cada um é especial pelo motivo que lhe faz ser diferente. Pode não ser algo extraordinário, mas isso marca a sua personalidade. Por muito tempo pensei não ter dom nenhum. Tenho amigos que cantam, outros que dançam, uns que sabem maquiar, aqueles que fazem rir, outros são bons em fazer nada e assim já são tudo. Conheço pessoas de todos os jeitos e todas elas são especiais do que jeito que são. E eu sei fazer um pouco de cada coisa, mas não faço nada bem. E me divirto com isso.

Tem dias em que me sinto especial por ser amada porque sou a filha mais bonita do mundo aos olhos da minha mãe. Há manhãs que se alegram por eu ter falado três ou quatro palavras que arrancaram um sorriso de uma amiga. Há amigos que gargalham com frases que só eu sei dizer. Sei lá, o que acontece. Só sei que eu sou única para o meu espelho. Ele não fala, só escuta. Não quebra, só reflete. Não distorce, só reproduz o que eu realmente sou aos meus olhos. Olhos que enxergam muito além da imagem e da aparência. Olhos que se preocupam com a alma, com a essência.

Acho que um pouquinho de auto-ajuda não faz mal a ninguém. Uma dose de elogio todos os dias muito menos. Nem que ele venha de você mesmo. Afinal, se tem alguém que tem que te aturar é seu próprio corpo, se você não gostar do que é, ninguém fará isso por você.

Alôô, acorda! Há uma vida linda lá fora e ela precisa do seu brilho pra ser completa.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Olhe a vida mais de perto


Querem falar sobre jornalismo?
Vamos conversar com Caco Barcellos. Se eu já o admirava pela sua carreira jornalística, agora o admiro, ainda mais, como pessoa. Bastaram duas horas de palestra (que voaram como 2 minutos) para que eu entendesse “por que faço jornalismo?”. Primeiro não foi muito bem uma palestra, e sim uma conversa bem próxima, literalmente, de quem trabalha acima de tudo com o aspecto humano da profissão. E não falo isso baseada no fato de que jornalistas lidam diretamente com acontecimentos da sociedade, mas baseada num profissional que defende o respeito à vida.

Somos expostos, diariamente, a notícias de corrupção, escândalos, mortes, guerras, tudo focado em dizer as questões políticas que envolveram os casos e o número de vítimas somadas. No entanto, ninguém se preocupa em investigar a vida dessas pessoas, os motivos que levaram a morte, de quem, de fato, é a culpa ou simplesmente se a morte era mesmo a única saída. A maior indignação é: por que se mata tanto?

Por um princípio lógico, a explicação seria que é a forma mais fácil de acabar de vez com o mal pela raiz. Isso se a lógica, realmente, puder ser considerada um atributo de quem pratica a carnificina. Mas, Caco ainda chamou a atenção para um dado interessante, baseado em dois pilares: quem mais mata e quem mais morre.

O senso comum nos faz pensar, imediatamente, nos bandidos, traficantes e policiais, mas é aqui que está o erro. Pesquisas mostram que essa parcela de assassinos corresponde a 25% apenas, enquanto os outros 75% são preenchidos pelo próprio ser humano, aparentemente comum e inofensivo, mas que por descontrole emocional tira a vida como quem rasga uma folha. Ciúmes, traição, desconfiança, posse, defesa de interesses. Marcas de uma sociedade individualista que culpa o outro pelas injustiças sociais, mas que não percebe que são os mais fracos os que mais morrem. Claro. Afinal, é mais cômodo. E quem se importa, geralmente, não tem importância. É daí que surge a impunidade e que se cria uma sociedade cada vez mais violenta.

Se bem que a impunidade não é tão impune assim. Não se pune quem deveria ser educado, mas quem é vítima ou está diretamente ligado a ela. E a punição vem da forma mais covarde e cruel possível, por meio da pena de morte. Contraditório, não é mesmo? Um país que se declara contra a pena de morte e tem cidadãos mortos todos os dias, sem ao menos direito à defesa ou julgamento.  

Peço aos jornalistas e a sociedade que atente pra isso. Caco me fez refletir sobre os rumos que os nossos passos dão, sobre as atitudes que temos a cada dia que acordamos, sobre um mundo que esquece ser preenchido por pessoas e não por máquinas que você desliga à medida que elas te incomodam.

Seres humanos, vai aí uma dose de tolerância e sensibilidade.


Foto: Mariana Nogueira

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Catavento




O vento. Livre, leve, solto. Invisível, mas necessário. Quem me dera ter um pouco do seu poder de existência. Somos tão visíveis aos olhos humanos e nos tornamos tão pequenos diante da imensidão do mundo.

Eu gosto de altura. De poder olhar o horizonte e não conseguir imaginar onde ele acaba. Sentir a brisa bater no rosto e ter os cabelos ao vento. Fechar os olhos e deixar a natureza acariciar a pele como se fosse um momento único. É nessas horas que a gente se esquece de tudo, para no tempo só pra apreciar os segundos passando devagar, quase parando, transformando a eternidade em algo muito além do que já é.

É por isso que eu tenho um sonho. Ridículo para uns, banal para muitos. Mas seria a sensação perfeita de liberdade. Quero voar de Asa Delta. Dos muitos meios aéreos, é o que mais me chama a atenção. Não tem a estabilidade de um avião, não tem a passividade de um balão e não tem a loucura do budget-jump.

É simples, bonito, harmonioso. Sentir como se tivesse asas de verdade, num voo mesmo que rápido, se faria inesquecível. E tudo isso pelo poder do vento que leva as coisas tristes e nos renova. Que hora pode ser furacão, girando em torno de si. De vez em quando é ventania, arrastando a sujeira. Mas que, sempre, é ar e vida. E a ele, minha gratidão.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Já dizia Camões [...] É um não querer mais que bem querer!


"Você tem de querer. Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por você."

Inspirada nas palavras de Gabito Nunes, a pessoa que aqui vos fala teve um pensamento súbito. Quero falar sobre vontades, quero falar sobre desejos. Quero falar sobre “querer”. O autor ao qual me refiro é escritor de mão cheia pra quem gosta de textos protagonizados por temáticas femininas e relacionamentos, ou seja, dos meus preferidos. 

Sem delongas, venho enfatizar o que mais me chamou atenção na citação inicial. Somos do tipo que julgamos, do tipo palpiteiros e opinativos. Muitas vezes querendo ser conselheiros. Em outras, querendo ser fofoqueiros. O nosso problema é querer demais.

Querer mandar demais, falar demais, chorar demais, ser feliz demais. Nada é tão demais, que não possa que não possa resultar em “menos”. A vida tem a sua medida, exata e adequada para cada situação em que a gente se encontra. Não adianta querer demais, se não é pra ser.  Não adianta falar demais, se ninguém quer ouvir. Não adianta mandar demais, se ninguém for obedecer. Não adianta chorar demais, se ninguém for enxugar. Não adianta ser feliz demais, se for sozinho.

Passamos a vida toda querendo, querendo sempre mais. Querendo por nós, querendo pelos outros. Podemos querer, mas melhor ainda se pudéssemos agir. E se quiséssemos por todo mundo, um mundo que fosse só nosso. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eis aqui um pouco de mim!


A cada dia um novo aprendizado. Estou numa fase de descobertas. Internas e externas. Encontrei uma Priscila nunca antes imaginada. Uma menininha que se conhece nos prazeres da vida e tenta amadurecer lentamente. Efeitos exteriores fazem parte desse descobrimento. Prestes a chegar aos vinte, estou num momento de insegurança. Tem dias em que durmo pensando no que vou fazer quando me formar e acordo planejando os afazeres de um novo dia. Em post it’s mentais organizo uma a uma as tarefas a serem cumpridas.

Datas, datas e mais datas. E eis que o mês passa e os olhos nem percebem. E dia após dia, a sensação de que se vive um dia a menos. Melancólico e exagerado, mas verdadeiro. Fazemos planos, estabelecemos metas e nem ao menos sabemos se vamos cumpri-las, mas se vivermos pensando no amanhã, deixaremos o hoje de lado e ele se tornará ontem.

As palavras presentes aqui traçam uma cronologia bagunçada de uma pré-jornalista confusa. Meio sem nexo, digito um texto dirigido aos leitores que também se sentem assim. Afinal, todos nós estamos sujeitos a essas confusões. Faz parte da idade, do momento, da vida de quem ainda precisa construir um futuro.

Tem dias em que um simples “bom dia” de um desconhecido na rua me faz pensar em como ainda existem pessoas gentis, que agem sem esperar nada em troca. Já em outros, até os elogios me cansam, por pensar que existem pessoas que só agem por interesse.

Tristes, prazerosos, depressivos ou emocionantes. Cada dia é um novo recomeço, mesmo que contínuo de uma atividade já realizada, ainda sim pode ser surpreendente.   

terça-feira, 21 de agosto de 2012

SORRIA, MEU BEM, SORRIA ♫




Estou em falta com o Blog e com as pessoas que gostam de ler, por dó ou por qualquer outro motivo, as bobeiras que eu posto. Rascunhei algumas palavras durante esse tempo, mas, pela minha concepção, nada foi merecido de publicação. No entanto, hoje foi diferente. Tenho voltado a pensar nas emoções que envolvem nossas vidas e isso é um prato cheio pra quem (EU) gosta de escrever sobre assuntos comportamentais e um tanto abstratos.


Por isso, venho por meio deste post falar sobre a expressão que mais me encanta em uma pessoa, o SORRISO. Não somos obrigados a acordar bem todos os dias. Nem sempre estamos a fim de conversar, de sair, de falar. Mas quem nunca melhorou ao ver uma pessoa querida abrindo um enorme sorriso pra você, não sabe o que é alegria.

Uma pena que sorrisos podem também transmitir ironias e falsidades, reprovações e insatisfações de quem, pra não te deixar sem graça, dá aquele sorriso de canto que é pior do que se tivesse fechado a cara. Prefiro chamar isso de cinismo.

Aprecio as pessoas que vivem sempre felizes, de bem com a vida. Isso não significa que elas não tenham problemas, mas sim, que, mesmo diante deles, sabem lidar com as situações e valorizam tudo de bom que acontece em suas vidas, minimizando os contratempos e compensando com sorrisos.

Admiro sorrisos abertos, daqueles que fazem desaparecer os olhos e estampam a face de um branco reluzente. Gosto de gargalhadas, sem tom maléfico, daquelas que remetem à risada gostosa de uma criança quando se diverte. Gosto também de chorar, mas chorar de rir, de tanto rir com as coisas mais simples e bobas da vida que, muitas vezes, são deixadas de lado ou são reprimidas pelo estresse, correria e afazeres do dia-a-dia.

Faça um teste: olhe com expressão séria para o seu espelho e depois se deixe levar por um sorriso, tenho certeza que a segunda performance vai te agradar muito mais.


É o que eu costumo sempre dizer “somos muito mais bonitos sorrindo”.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

HOLIDAYS



É mania do ser humano analisar calendários para contar quantos feriados terá o ano. Independente se você gosta ou não do que faz nos dias úteis, um “ficar à toa” de vez em quando é sempre bem-vindo. Mas, pra quem mora longe da família e é apegado ao lugar onde vive, o feriado tem dois sabores contrapostos.

O primeiro e óbvio é a expectativa para o tão grande dia de voltar pra casa e rever a família e os amigos. Você espera ansiosamente, faz malas e planos, programando aproveitar cada segundinho de tudo isso. E o que acontece? O feriado passa voando. Quando vê já é hora de voltar. Alguns demoram mais para ir do que o tempo que permanecem lá, mas todas as horas valem a pena.

No entanto, o que eu quero falar mesmo é sobre o segundo sabor que é o da saudade que fica. Parece exagero, mas defino feriados prolongados como uma espécie de “mini-férias”. Isso porque a sensação da espera é bem semelhante e o sentimento de quem deixa pra trás o cantinho onde vive agora também. Nessa situação fazer as malas se torna tortura. A impressão é de que nada do que você vai levar vai te satisfazer e o que você vai querer usar mesmo é aquilo que deixou. Deve ser certa implicância do psicológico com uma dose de ironia. Algo que te deixe com mais vontade de voltar logo e faça com que o tempo passe ainda mais devagar.

Ao contrário do que sugeri no último parágrafo, gosto muito de ir pra casa e estar perto daqueles que sempre fizeram parte da minha vida, mas é engraçado como acostumamos tanto a viver fora que em qualquer outro lugar nos sentimos hóspedes. A independência de morar sozinha e a responsabilidade dessa atitude me proporcionaram a oportunidade de ter um lar com a minha cara. Cores e objetos que eu gosto enfeitam um pequeno apartamento que eu sinto ter sido feito pra mim. A expressão feia que estampou a minha face quando eu o conheci pela primeira vez foi um tapa na minha cara depois desses quase 3 anos. Nunca imaginei me adaptar tanto assim.  

Acredito que a consciência de saber que meu tempo aqui é passageiro faz-me querer aproveitar todos os momentos que posso a fim de conquistar lembranças permanentes. Mas e o coração como é que fica? Completamente dividido, pois ao mesmo tempo a vida na outra cidade não para e a ausência tenta se fazer presente para que ninguém te esqueça.

Como de costume, dramatizei um pouco uma situação simples. Seria mais fácil dizer que feriados prolongados são ótimos para descansar, mas que dá saudade de estar longe de onde você se acostumou a viver. Poderia mesmo ter escrito só isso, mas aí dariam somente três linhas e o post não traria nada de original. O que está longe de ser aquilo que eu quero. Por isso, trouxe mais uma vez algumas impressões de quem está com a cabeça a mil, vendo todo mundo ir embora e esperando a sua vez.

Seja curto, ou prolongado. Um final de semana ou férias. Aproveite bem o tempo e o lugar onde você está, porque tudo tem a sua vez e a sua hora de ser vivido.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O tal do AGRADECER


E de novo vem a inspiração. Chego a assustar-me com tantas palavras querendo ser expostas em tão pouco tempo. A algum tempo atrás era preciso dias e dias pensando em algo interessante para escrever. Hoje, está tudo mais fácil. A prática me proporcionou a leveza da escrita. Aprendi que textos são interessantes não só pelo tema que carregam, mas pela forma como são escritos. Deixo aqui meu momento de humildade... pois, com certeza, li muitos outros textos bem mais inteligentes, atraentes, cheios de conteúdo que os meus, mas fico feliz por ter cativado alguns leitores. 
 
Pessoas, estas, que não se importam com o meu “pseudo-profissionalismo” ou minhas confissões de uma pré-adulta em crise, mas que perdem minutos de seu precioso tempo para dedicar sua atenção a esta estudante que aqui vos fala. Por isso, resolvi escrever mais um pouco sobre a justaposição de palavras que se encaixam e compõem meus textos.

Às vezes, dou sorte. Vejo ou penso em algo que me atraia ou que faça parte do meu cotidiano e as palavras simplesmente saem, aos poucos, uma a uma vão se completando e no final, publico aqui. Na maioria das vezes, são sentimentos internos loucos para saírem à procura de ar. Aprisionados nesse ser de pequeno porte, sentem-se sufocados e pressionam a mente a fim de serem expostos. Eu escrevo e vem o alívio. Outras horas, vejo coisas que me indignam, pesquiso sobre o assunto e usufruindo de uma linguagem mais técnica, produzo textos jornalísticos. Pelos menos, são jornalísticos na minha concepção. Mas aí, tem um tipo que mais me encanta. É trabalhoso sim, mas por ele perco horas e horas de lidas e reescritas para fazê-lo da melhor forma. Um alô, para o JORNALISMO LITERÁRIO.

Ah... Esse sim me tira o fôlego. É do tipo de texto que depois de escrito, você não se cansa de ler, apesar de tê-lo feito tantas e tantas vezes durante a produção. Gosto desse gênero porque me permite trabalhar com observações, impressões que tenho a respeito de determinado assunto. Classifico até como jornalismo “comportamental”.

Contrapondo os demais tipos jornalísticos, esse é um tanto quanto mais liberal no que se trata a objetividade. Carregado de linguagem figurada, dinamismo e pensamentos, a subjetividade encontrou uma forma de mostrar que também é jornalismo. Isso porque essas características antes abomináveis pelas redações, agora são feitas com tamanho profissionalismo que mereceram credibilidade. São matérias que a partir dos fatos, encontraram uma boa história pra contar. Um jeito gostoso de escrever, e mais ainda de ser lido. Atento aos mínimos detalhes, tudo enriquece o texto. Uma foto na parede. Um jeito de cruzar a perna. Uma expressão do entrevistado para o entrevistador. A linguagem não verbal navega num mar de possibilidades. E todos esses detalhes, bem percebidos e observados, agregam valores que geram informação. No fim das contas, você tem em mãos um texto informativo e apreciável.

Bom, posso cativar opiniões contrárias a minha. É direito de cada um a liberdade de expressão e opinião. Mas para mim é essa forma de escrever que nunca entedia. Nem o cansaço, nem a dor de cabeça, nem a preguiça são desculpas. Assuntos definidos, personagens observados, palavras redigidas ou digitadas, eis que surge a boa história com o que tem de melhor, que é a sua leitura.

Aos que leram esses e tantos outros textos, o meu muito obrigada. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O que realmente importa


Quer me dar um presente? Me dê um abraço. Me dê um minuto com você. Sou de simbologias e não de materialidades. Sou confusa por ser simples. Não me deslumbro com joias e presentes caros. Me encanto com conversas bem dialogadas e palavras bem ditas. Mas, não tente me convencer sem as suas atitudes. Se for pra falar da boca pra fora, prefiro que me dê as joias. Pelo menos me deixaram bonita e sem machucados.

Não me achem estranha. Eu gosto de presentes. Mas, gosto mais daqueles pequenos gestos dotados de sinceridade. Pode falar de hipocrisia, por acharem que é impossível uma mulher não se derreter por belos presentes. Acho que é impossível mesmo. O que eu quero expor aqui é que joias perdem o brilho se não forem dadas de coração.

Por isso, me dê um minuto com você. Sua companhia é meu maior presente. Gosto de rir a toa; de não ter frescura; de estar de roupa velha, descalça e sem maquiagem na presença do meu melhor amigo e ele não ligar pra isso. É o que acontece quando você valoriza o que há de mais puro na vida. Gosto de ser eu mesma, sem esconder meus defeitos e as acnes do rosto. E gosto mais ainda das pessoas de gostam de mim por isso.

Boas conversas, inexistência de censura, estereótipos e idealismos de lado. Um minuto de infantilidade mesclado por lapsos de seriedade. Tudo tem vez quando se tem uma boa companhia. Portanto, me dê um minuto com você e se dê uma chance de me conhecer melhor.


OBS.: embora a gramática preze que o correto seja “dê-me”, preferi usar, erroneamente o “me dê” para expressar maior proximidade e sonoridade ao leitor.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Chega de lágrimas



Virou moda chorar por qualquer coisa? Ninguém mais sabe o real significado de uma gota escorrendo do olho e percorrendo o rosto até cair e se desfazer. Aquela gota foi você quem produziu e por uma força muito maior do que a física.

Os instintos emocionais misturam sensações do corpo humano, mostrando um poder incontrolável sobre a nossa vontade. Você pode querer sorrir, chorar, gritar, tremer e arrepiar, mas só atingirá o sucesso quando o seu psicológico for capaz de transmitir tais sentimentos. E quem melhor que ele pra saber o que é bom pra você?

Não basta ter vontade, tem que se estar preparado para assumir o sentimento. Qualquer mudança temperamental influi no comportamento. Momentos de raiva e tensão tornam as pessoas quietas, furiosas ou até agressivas. Momentos de felicidades produzem pessoas carinhosas, risonhas e livres. Livres dos olhares preconceituosos de quem vê um bobo alegre. Você dança, pula, fala bobeira e é tachado como louco. OK, loucura é uma forma de felicidade. E quem observa com cara de espanto é porque no fundo te admira por ter vontade de ser assim. Ser admirado é melhor do que ser olhado com pena. Não que isso te faça fraco, mas é inquestionável que o sorriso tem um poder extremo.

Portanto, deixe a água que existe dentro de você bem quieta no lugar dela. Exteriorizá-la causa desidratação, inchaço facial, olhos vermelhos, maquiagem borrada e olhares preocupados e você não está a fim disso, certo? 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Uma dose de vida


Tem dias em que me canso de escrever. Não é porque me entedia, mas porque penso que tem muita gente pra falar e pouca gente pra fazer.
É bem isso mesmo.

Há milhares de coisas erradas no mundo. É só parar alguns instantes pra observar que você vai perceber. Errar, todo mundo erra. Se arrepender, só quando você esteve errado. Mas que tal tentar ao menos uma vez pensar antes de fazer, pra não errar e muito menos ter que se arrepender? Pode ser uma experiência boa.

Olhamos para os defeitos dos outros pra nos privar de nos preocupar com os nossos, mas sabemos que eles existem, só estão tentando não ser notados. E eis que se mostra mais um erro da humanidade. Ninguém é a melhor pessoa do mundo. Pelo contrário, todos são. Cada um a seu modo e no seu mundo. Você pode ser quem quiser. O mais amado ou o mais odiado. Acredito que nenhum dos dois é completamente bom. É mais válido, como nos ensina Maquiável, em O Príncipe, ser temido.

O ódio é abominável, pois é forte, mas é mal. O amor é lindo, mas causa inveja. Diante disso, a mais sábia opção é ser temido. As pessoas não vão te odiar por isso, nem te idolatrar, só vão ser mais espertas ao tentarem te passar a perna porque ser temido assusta, intimida e transmite mistério. E isso é bom porque ser misterioso te torna interessante. Atenção! Mistério não quer dizer enganação, fingimento ou mentira. Para não me contrariarem, perguntei ao Aurélio o que era mistério e ele me respondeu “tudo o que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender”. Logo, ser misterioso vai muito além da forma física. E quem não se encanta com o inexplicável? Pode ser que haja um e outro que não se importe. Geralmente, são os que gostam de facilidade. Tudo o que você precisa saber está ali, na cara, sem nada a esconder. Mas, um dia isso cansa. Cadê a novidade? O sair da rotina? O descobrir-se a cada dia? Você se cansa de você mesmo e aí você vira só mais uma palavra e não o contexto em que ela se insere pra fazer sentido.

Essa trajetória te leva ao tédio. E não é isso que nós queremos. Já dizia a gramática que “fazer” é um verbo de ação. Então, vamos lá. AJA. A teoria é muito bonita, mas só é válida se for comprovada na prática. Há quem discorde, mas pense um pouco... as pessoas falam, falam, falam e você só acredita se o que elas te disseram já aconteceu ou aconteça depois que você tentar fazer. E o que é isso? Por em prática.
Portanto, saia do mundo do “blábláblá”. Consulte a consciência como prevenção e tome atitudes. Não sei se a receita vai dar certo, pelo menos você não se arrependerá de não ter tentado. 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Hoje eu só quero que o dia termine muito bem ♫

A sociedade e aquela velha história de estereótipos. Desde que nos conhecemos por “gente” rotulamos tudo e todos que estão no mundo. O grupo dos feios, dos magros, dos playboys, dos fubás, dos que não prestam, dos santinhos, dos revolucionários, e por aí vai...
Alguns desses rótulos se tornam estilos de vida, outros apenas coisa de momento. Cada um se mascara como acha que deve e quem somos nós pra criticar? Não é porque alguém vive ou age de forma diferente daquela que você pensa que você tem o direito de falar a respeito. Concordo que há certas atitudes que são dignas de críticas das mais destrutivas possíveis, mas aí já não é questão de estilo é questão de falta de caráter. No entanto, pra todas as outras ações a palavra é “ABSTRAÇÃO”.
Tudo o que não te faz bem, o que não te diz respeito, o que não interfere na sua vida não merece sua atenção. Se preocupar com a vida dos outros, pode representar, falta do que fazer com a sua. Opinião é pra ser dita quando, de fato, vai mudar algo na vida de alguém. Quer o bem de determinada pessoa? Então diga a verdade, independente se suas palavras irão agradá-la. Quer ser só mais um? Não diga. É melhor omitir opiniões fúteis do que não acrescentar nada na vida dessa pessoa.  
Sobre opiniões os amigos verdadeiros conhecem bem. Cara feia e estresse são fatídicos, mas passageiros. Um conselho bem dado sabe o valor do tempo. Num primeiro momento você briga e fala tudo o que tem que falar, parece um pai ou uma mãe falando e não um amigo. Mas, como os pais, os amigos também só querem o seu bem. A fúria passa e o abraço vem. E aí tudo faz sentido.
Assim como os estereótipos, a vida também não deve ser levada tão a sério. Há momentos certos pra tudo. Tem dias que você só quer se divertir e fazer um monte de coisas que a sua consciência, normalmente, te diria para evitar. Mas e daí? É seu direito, de vez em quando, ignorar o que a sanidade prega. Todo mundo é composto por uma porcentagem de infantilidade, de loucura, de seriedade e de responsabilidade, cabe a você decidir o que quer ser em cada dia que acorda. Mas, de verdade, a única coisa que importa, realmente, é ser feliz. 

sábado, 14 de abril de 2012

Um rosto e uma lição de vida


Tem dias em que o jornalismo me desencanta. Nós escolhemos a carreira por determinados motivos e, no meu caso, foi paixão mesmo. Sempre gostei e gosto de escrever, expor reflexões e opiniões acerca de um assunto. Ir a fundo para levar a população a melhor e mais clara informação. Investigar. Matar a curiosidade. Apurar. Noticiar. São muitos os verbos que definem as ações da profissão.

Ei, desviei-me do que gostaria de falar. Portanto, voltando ao desencanto... Acontece que, às vezes, a máscara de veracidade cai e ficamos frente a uma imprensa supostamente livre. A questão ética talvez seja a mais confusa de qualquer campo profissional, mas no jornalismo ela é determinante. Você acredita numa coisa e pratica outra. Sorte de quem consegue fazê-lo da forma como tem que ser. Aí de repente, somam-se junto à falta de liberdade, os baixos salários, a desvalorização da profissão, a queda do diploma, e por tantos outros motivos há dias em que me descontento.

Embora eu tenha alguns motivos para me decepcionar, acredito que não há vitórias sem obstáculos e colocando na balança há muito mais razões para eu amar o que estou pretendendo ser do que para me chatear. Exemplo disso é quando me deparo com pautas que carregam valor sentimental, que lidam com personagens que te fazem acreditar que a profissão vale a pena. Na última reunião de pauta do Jornal 360 propus uma matéria a qual eu tinha muito interesse em fazer. Fui atrás, pesquisei sobre o tema e descobri que não havia campo local para tal notícia. Resultado: A PAUTA CAIU. Com ela, também se foi o meu ânimo, mas, imediatamente, procurei meu professor para me dar uma luz. E ele me sugeriu outro tema.

Trata-se de uma casinha um tanto quanto incomum. No meio de um bairro frutalense, numa esquina qualquer dou de cara com uma “casa de boneca” como as pessoas a denominam. Sobre a casa, prefiro não comentar muito a fim de guardar material para a reportagem da próxima edição. O que eu queria mesmo era falar sobre a dona do lugar. Sem citar nomes, acredito ser uma das pessoas mais felizes que eu já conheci. Com muito esforço e trabalho, construiu carinhosamente cada detalhe que faz a sua casa ser admirada por muitos. Como se não bastasse a beleza da casa, acredito que ela só seja assim devido a dona encantadora que tem. No decorrer da entrevista, seu jeito alegre, extrovertido e carismático, tornou um ambiente, para mim desconhecido, em um dos lugares mais aconchegantes que eu já estive. E essa alegria contagiou e me arrancou sorrisos que fizeram aqueles instantes valerem a pena meu dia todo.

Assim, acho que há males que vem para bem mesmo, pois talvez eu não conhecesse essa história se a minha pauta não tivesse caído. A simplicidade, o respeito e o carinho me fizeram ver naquele rosto desconhecido, uma imagem familiar. E é por esses motivos que a cada dia que o jornalismo me desaponta, há muitos rostos e histórias que me encantam, fazendo reconhecer e acreditar que nada nessa vida me traria mais felicidade do que fazer aquilo que eu faço. Os demais profissionais que me desculpem por transparecer fanatismo de minha parte, mas acho o jornalismo uma profissão apaixonante.

E quanto à dona da casa... Com certeza uma lição de vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Jornalismo "democrático"

Diz respeito à liberdade, a capacidade que cada um tem de escolher como agir. No entanto, a maneira como cada indivíduo entende isso é que estabelece uma problemática. Levando em consideração o fácil, gigantesco e rápido acesso à informação, até que ponto será que tal ação é livre?
Numa análise rápida sobre os tipos de governo e a liberdade de imprensa, nota-se que seu período mais recriminado foi o, praticamente óbvio, Regime Militar. Um pouco antes, com o golpe do Estado Novo, foram criados órgãos que se estenderam até os “anos de chumbo”, fazendo controle exacerbado de conteúdo divulgado. O DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) e o Dops (Departamento de Ordem Política e Social), foram instituídos para censurar toda e qualquer manifestação que, ao menos, insinuasse ser contrária ao regime. Nessa época, a liberdade de imprensa foi extinta, com ela, representações culturais, envolvendo músicas e artistas foram banidos de seu poder da palavra.
Contudo, passada a repressão, o Brasil passa a governar sob as ordens de um regime democrático, que tende a igualar os cidadãos por meio de direitos e deveres comuns a todos. Na teoria, muito apreciativo; na prática, já sabemos a realidade. Porém, apesar dos problemas sociais, como a desigualdade, má distribuição de renda, saúde pública, entre outros, o caráter da informação teve uma significativa mudança. O que antes se liberava quase nada, hoje se divulga quase tudo. Na abrangência da frase, faço a explicação: o silêncio fez-se voz, mas o problema está na falta de medição. Aos poucos, a liberdade sentida pós-autoritarismo perdeu a noção de espaço e tornou-se uma busca incessante pela informação. A gana de mostrar para a população o que acontece no Brasil e no mundo tem a sua valia, mas tomou proporções desmedidas.
A imprensa tem em mãos uma das mais poderosas armas, a palavra. Através dela podem-se projetar perfis, definições, cenários, personalidades, acontecimentos, mas pode-se, também, causar desconfiança, destruir vidas, reputações. Por isso, valida-se o clichê “todo cuidado é pouco”.
Diante disso, nota-se uma mudança no papel da imprensa que, ao invés de denunciar, apurar a informação e divulgar a sociedade, passou também a ser juíza. A função do jornalismo é intermediar a relação acontecimento – população, certo? Certíssimo. Mas será que todo fato é notícia?
Política, economia, meio-ambiente, cultura, educação, polícia, entretenimento, saúde, esporte, são apenas algumas editorias que dividem as pautas dos jornalistas. Vivemos hoje, uma difusão de informação que não acompanha o tempo necessário para sua apuração como pregam as Universidades e os Manuais de Redação. Outro problema é que muitos são pseudo-jornalistas, que utilizam as redes sociais, blogs e o espaço encontrado na internet, em geral, para propagar informações de cunho leviano e duvidoso. Longe de mim – internauta praticante – dizer que a rede é ruim, mas acontece que nela, abriu-se, sim, espaço para o bom jornalismo e divulgação de informação, no entanto com ele, veio quem não sabe usar a ferramenta para o bem. Assim, se com a formação acadêmica já está difícil produzir jornalismo de qualidade, imagine sem.
Além disso, como toda empresa do mundo capitalista, a imprensa pensa no seu bolso que é traduzido no meio como “audiência”. Aqui eis a fórmula que move a ação: Matérias de interesse do público + ampla cobertura da mídia = audiência elevada + alto lucro. É assim que se deixa de pensar eticamente para pensar lucrativamente. Quando o desespero pela superioridade ante a concorrência aflora, a preocupação com os trâmites da apuração ficam um pouco de lado, bem como o foco do bom jornalismo. No lugar deles, emergem cada vez mais escândalos, que estampam as páginas dos jornais.
Crimes hediondos estão no topo da lista. Seu caráter repulsivo chama a atenção da sociedade. Tortura, homicídio, corrupção, extorsão, estupro. Quem duvida da repercussão? Quando um fato desses vem à tona, é dever da imprensa divulgá-lo, desde que seja cautelosa nas informações que expõe acerca do caso, procurando não supervalorizar ou pormenorizar o acontecimento do que ele realmente é, evitando pré-conceitos e julgamentos. E aqui se faz um gancho à invasão de privacidade. Nesse aspecto a imprensa falha.
É bom saber diferenciar o que é “interesse do público” de “interesse público”. O primeiro refere-se às mensagens que o leitor quer receber, aquilo que, sendo matéria fria ou quente, dá audiência. Interesse público vai além disso, é o que de fato influi, implica e carece de reflexão pela sociedade. Assim, se extrapola as barreiras da intimidade de uma pessoa somente quando o assunto tem, de fato, relevância social. Uma pessoa escolhe ser pública, mas tem direito ainda à sua vida privada. Suas atitudes, enquanto profissional, são representadas pelo cargo que ocupa e, portanto, carecem de investigação. Já as ações enquanto pessoa, quando não interferem no comportamento como profissional, devem ser respeitadas, desde que façam jus a esse respeito.
Por fim, liberdade de informação e legítimo direito à intimidade são quesitos conciliáveis. Ser livre para informar não quer dizer que se pode publicar o que quer, é preciso analisar as consequências que tal publicação acarretará para os envolvidos, pois pode ser que seja uma matéria de extremo interesse público que desmascare fatos importantes, mas também, pode ser que se trate de mero circo para se ganhar audiência e dinheiro e disso, a ética já está farta.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A vida em SLOW MOTION


Muitos podem criticar o meu gosto musical, mas o ecletismo é algo que me contagia. Já ouvi dizer que a música é a trilha sonora da vida e é verdade. Tem dias que estamos mais Rock in Roll; em outros, mais MPB, ou simplesmente na fossa do sertanejo que fala sobre o amor. É normal.
Só sei que foi nas letras do reggae/surf music que eu encontrei um ponto que me fez refletir. O cantor Armandinho em sua música Ana Lua me chamou a atenção ao melodiar as seguintes palavras “vida é brisa passageira”. Fui fisgada pela semelhança a uma citação a qual estamos acostumados a ouvir... Dizem que tudo o que é bom dura pouco. É o que acontece com os momentos bons que passamos... Passam depressa...
Pensando nisso resolvi interpretar a vida com slow motion. Ver passando mais devagar aquilo que me faz bem. Em filmes, o efeito da câmera lenta é usado para aumentar a tensão ou enfatizar o clímax e é assim que devíamos transformar nossa vida.  
Deixar ser passageiro aquilo que nos faz mal é difícil. O minuto que, normalmente, levaria 60 segundos para passar, leva pelo menos 2 horas, aparentemente. É o slow motion dando sinal de vida. É hora de desligá-lo e só tornar a ligá-lo quando realmente valer a pena.  
Bons momentos, risadas, vitórias, sorrisos, abraços são cenas assim que devemos ver em slow motion. E mais que isso... VIVÊ-LAS assim.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Pra que entender?



Cá estou eu para mais um desabafo...
Temo estar tornando este blog uma mera sessão de terapia em que torno público meus sentimentos através das palavras que aqui digito. Às vezes me sinto como narradora de um filme, daquelas que, em um discurso indireto-livre, intercala seus pensamentos e suas falas com a imagem do seu rosto mirando o horizonte.
Parece patético ou até meloso, um pouco de drama com um tom depressivo, mas é que tem dias em que me sinto assim. É aquela sensação de que está tudo errado mesmo quando está tudo certo. A gente tenta fugir pra esquecer, mas no fim só adia. Você volta, e o pensamento também.
Chamo isso de instabilidade. Procuramos a certeza, a exatidão quando ela não existe. Isso porque a inconstância da vida permite que nossas atitudes assim sejam. De que adianta ter certeza de algo, quando nem ao menos a certeza é algo certo?
Entro num outro ponto o qual queria discutir. Inconstância. Por que há tantas mudanças na vida do ser humano? Será que pra fugir da rotina? Da monotonia? Ou tentar nos confundir cada dia mais? Você perde horas da sua vida tentando agir da maneira que acha certo e de repente algo vem e acaba com tudo, muda os rumos da história...
Procuramos aprender com os erros. É clichê, mas todos pensam assim. Na busca por seguir um caminho diferente do suposto “errado” trombamos de novo. E agora? Onde está o erro? E mais uma vez vêm a dúvida, o medo, a falta de explicação e com eles a incerteza.
Às vezes penso que a vida não é mesmo pra ser entendida. Quem tem que se dar bem, vigora. Pode ser que não seja pelo caminho que nós achamos correto. Mas, já que “achar” não é “ter certeza” e “ter certeza” ainda assim não quer dizer nada, é inútil tentar entender porque as coisas são do jeito que são.
Então, enquanto ninguém ainda conseguiu descobrir a fórmula da felicidade certeira (se é que ela existe), deixo nas palavras de Charles Chaplin, talvez a maneira mais simples de se viver. A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.