terça-feira, 22 de maio de 2012

O tal do AGRADECER


E de novo vem a inspiração. Chego a assustar-me com tantas palavras querendo ser expostas em tão pouco tempo. A algum tempo atrás era preciso dias e dias pensando em algo interessante para escrever. Hoje, está tudo mais fácil. A prática me proporcionou a leveza da escrita. Aprendi que textos são interessantes não só pelo tema que carregam, mas pela forma como são escritos. Deixo aqui meu momento de humildade... pois, com certeza, li muitos outros textos bem mais inteligentes, atraentes, cheios de conteúdo que os meus, mas fico feliz por ter cativado alguns leitores. 
 
Pessoas, estas, que não se importam com o meu “pseudo-profissionalismo” ou minhas confissões de uma pré-adulta em crise, mas que perdem minutos de seu precioso tempo para dedicar sua atenção a esta estudante que aqui vos fala. Por isso, resolvi escrever mais um pouco sobre a justaposição de palavras que se encaixam e compõem meus textos.

Às vezes, dou sorte. Vejo ou penso em algo que me atraia ou que faça parte do meu cotidiano e as palavras simplesmente saem, aos poucos, uma a uma vão se completando e no final, publico aqui. Na maioria das vezes, são sentimentos internos loucos para saírem à procura de ar. Aprisionados nesse ser de pequeno porte, sentem-se sufocados e pressionam a mente a fim de serem expostos. Eu escrevo e vem o alívio. Outras horas, vejo coisas que me indignam, pesquiso sobre o assunto e usufruindo de uma linguagem mais técnica, produzo textos jornalísticos. Pelos menos, são jornalísticos na minha concepção. Mas aí, tem um tipo que mais me encanta. É trabalhoso sim, mas por ele perco horas e horas de lidas e reescritas para fazê-lo da melhor forma. Um alô, para o JORNALISMO LITERÁRIO.

Ah... Esse sim me tira o fôlego. É do tipo de texto que depois de escrito, você não se cansa de ler, apesar de tê-lo feito tantas e tantas vezes durante a produção. Gosto desse gênero porque me permite trabalhar com observações, impressões que tenho a respeito de determinado assunto. Classifico até como jornalismo “comportamental”.

Contrapondo os demais tipos jornalísticos, esse é um tanto quanto mais liberal no que se trata a objetividade. Carregado de linguagem figurada, dinamismo e pensamentos, a subjetividade encontrou uma forma de mostrar que também é jornalismo. Isso porque essas características antes abomináveis pelas redações, agora são feitas com tamanho profissionalismo que mereceram credibilidade. São matérias que a partir dos fatos, encontraram uma boa história pra contar. Um jeito gostoso de escrever, e mais ainda de ser lido. Atento aos mínimos detalhes, tudo enriquece o texto. Uma foto na parede. Um jeito de cruzar a perna. Uma expressão do entrevistado para o entrevistador. A linguagem não verbal navega num mar de possibilidades. E todos esses detalhes, bem percebidos e observados, agregam valores que geram informação. No fim das contas, você tem em mãos um texto informativo e apreciável.

Bom, posso cativar opiniões contrárias a minha. É direito de cada um a liberdade de expressão e opinião. Mas para mim é essa forma de escrever que nunca entedia. Nem o cansaço, nem a dor de cabeça, nem a preguiça são desculpas. Assuntos definidos, personagens observados, palavras redigidas ou digitadas, eis que surge a boa história com o que tem de melhor, que é a sua leitura.

Aos que leram esses e tantos outros textos, o meu muito obrigada. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O que realmente importa


Quer me dar um presente? Me dê um abraço. Me dê um minuto com você. Sou de simbologias e não de materialidades. Sou confusa por ser simples. Não me deslumbro com joias e presentes caros. Me encanto com conversas bem dialogadas e palavras bem ditas. Mas, não tente me convencer sem as suas atitudes. Se for pra falar da boca pra fora, prefiro que me dê as joias. Pelo menos me deixaram bonita e sem machucados.

Não me achem estranha. Eu gosto de presentes. Mas, gosto mais daqueles pequenos gestos dotados de sinceridade. Pode falar de hipocrisia, por acharem que é impossível uma mulher não se derreter por belos presentes. Acho que é impossível mesmo. O que eu quero expor aqui é que joias perdem o brilho se não forem dadas de coração.

Por isso, me dê um minuto com você. Sua companhia é meu maior presente. Gosto de rir a toa; de não ter frescura; de estar de roupa velha, descalça e sem maquiagem na presença do meu melhor amigo e ele não ligar pra isso. É o que acontece quando você valoriza o que há de mais puro na vida. Gosto de ser eu mesma, sem esconder meus defeitos e as acnes do rosto. E gosto mais ainda das pessoas de gostam de mim por isso.

Boas conversas, inexistência de censura, estereótipos e idealismos de lado. Um minuto de infantilidade mesclado por lapsos de seriedade. Tudo tem vez quando se tem uma boa companhia. Portanto, me dê um minuto com você e se dê uma chance de me conhecer melhor.


OBS.: embora a gramática preze que o correto seja “dê-me”, preferi usar, erroneamente o “me dê” para expressar maior proximidade e sonoridade ao leitor.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Chega de lágrimas



Virou moda chorar por qualquer coisa? Ninguém mais sabe o real significado de uma gota escorrendo do olho e percorrendo o rosto até cair e se desfazer. Aquela gota foi você quem produziu e por uma força muito maior do que a física.

Os instintos emocionais misturam sensações do corpo humano, mostrando um poder incontrolável sobre a nossa vontade. Você pode querer sorrir, chorar, gritar, tremer e arrepiar, mas só atingirá o sucesso quando o seu psicológico for capaz de transmitir tais sentimentos. E quem melhor que ele pra saber o que é bom pra você?

Não basta ter vontade, tem que se estar preparado para assumir o sentimento. Qualquer mudança temperamental influi no comportamento. Momentos de raiva e tensão tornam as pessoas quietas, furiosas ou até agressivas. Momentos de felicidades produzem pessoas carinhosas, risonhas e livres. Livres dos olhares preconceituosos de quem vê um bobo alegre. Você dança, pula, fala bobeira e é tachado como louco. OK, loucura é uma forma de felicidade. E quem observa com cara de espanto é porque no fundo te admira por ter vontade de ser assim. Ser admirado é melhor do que ser olhado com pena. Não que isso te faça fraco, mas é inquestionável que o sorriso tem um poder extremo.

Portanto, deixe a água que existe dentro de você bem quieta no lugar dela. Exteriorizá-la causa desidratação, inchaço facial, olhos vermelhos, maquiagem borrada e olhares preocupados e você não está a fim disso, certo? 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Uma dose de vida


Tem dias em que me canso de escrever. Não é porque me entedia, mas porque penso que tem muita gente pra falar e pouca gente pra fazer.
É bem isso mesmo.

Há milhares de coisas erradas no mundo. É só parar alguns instantes pra observar que você vai perceber. Errar, todo mundo erra. Se arrepender, só quando você esteve errado. Mas que tal tentar ao menos uma vez pensar antes de fazer, pra não errar e muito menos ter que se arrepender? Pode ser uma experiência boa.

Olhamos para os defeitos dos outros pra nos privar de nos preocupar com os nossos, mas sabemos que eles existem, só estão tentando não ser notados. E eis que se mostra mais um erro da humanidade. Ninguém é a melhor pessoa do mundo. Pelo contrário, todos são. Cada um a seu modo e no seu mundo. Você pode ser quem quiser. O mais amado ou o mais odiado. Acredito que nenhum dos dois é completamente bom. É mais válido, como nos ensina Maquiável, em O Príncipe, ser temido.

O ódio é abominável, pois é forte, mas é mal. O amor é lindo, mas causa inveja. Diante disso, a mais sábia opção é ser temido. As pessoas não vão te odiar por isso, nem te idolatrar, só vão ser mais espertas ao tentarem te passar a perna porque ser temido assusta, intimida e transmite mistério. E isso é bom porque ser misterioso te torna interessante. Atenção! Mistério não quer dizer enganação, fingimento ou mentira. Para não me contrariarem, perguntei ao Aurélio o que era mistério e ele me respondeu “tudo o que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender”. Logo, ser misterioso vai muito além da forma física. E quem não se encanta com o inexplicável? Pode ser que haja um e outro que não se importe. Geralmente, são os que gostam de facilidade. Tudo o que você precisa saber está ali, na cara, sem nada a esconder. Mas, um dia isso cansa. Cadê a novidade? O sair da rotina? O descobrir-se a cada dia? Você se cansa de você mesmo e aí você vira só mais uma palavra e não o contexto em que ela se insere pra fazer sentido.

Essa trajetória te leva ao tédio. E não é isso que nós queremos. Já dizia a gramática que “fazer” é um verbo de ação. Então, vamos lá. AJA. A teoria é muito bonita, mas só é válida se for comprovada na prática. Há quem discorde, mas pense um pouco... as pessoas falam, falam, falam e você só acredita se o que elas te disseram já aconteceu ou aconteça depois que você tentar fazer. E o que é isso? Por em prática.
Portanto, saia do mundo do “blábláblá”. Consulte a consciência como prevenção e tome atitudes. Não sei se a receita vai dar certo, pelo menos você não se arrependerá de não ter tentado.