Cá estou eu para mais um desabafo...
Temo estar tornando este blog uma mera sessão de terapia em que torno público meus sentimentos através das palavras que aqui digito. Às vezes me sinto como narradora de um filme, daquelas que, em um discurso indireto-livre, intercala seus pensamentos e suas falas com a imagem do seu rosto mirando o horizonte.
Parece patético ou até meloso, um pouco de drama com um tom depressivo, mas é que tem dias em que me sinto assim. É aquela sensação de que está tudo errado mesmo quando está tudo certo. A gente tenta fugir pra esquecer, mas no fim só adia. Você volta, e o pensamento também.
Chamo isso de instabilidade. Procuramos a certeza, a exatidão quando ela não existe. Isso porque a inconstância da vida permite que nossas atitudes assim sejam. De que adianta ter certeza de algo, quando nem ao menos a certeza é algo certo?
Entro num outro ponto o qual queria discutir. Inconstância. Por que há tantas mudanças na vida do ser humano? Será que pra fugir da rotina? Da monotonia? Ou tentar nos confundir cada dia mais? Você perde horas da sua vida tentando agir da maneira que acha certo e de repente algo vem e acaba com tudo, muda os rumos da história...
Procuramos aprender com os erros. É clichê, mas todos pensam assim. Na busca por seguir um caminho diferente do suposto “errado” trombamos de novo. E agora? Onde está o erro? E mais uma vez vêm a dúvida, o medo, a falta de explicação e com eles a incerteza.
Às vezes penso que a vida não é mesmo pra ser entendida. Quem tem que se dar bem, vigora. Pode ser que não seja pelo caminho que nós achamos correto. Mas, já que “achar” não é “ter certeza” e “ter certeza” ainda assim não quer dizer nada, é inútil tentar entender porque as coisas são do jeito que são.
Então, enquanto ninguém ainda conseguiu descobrir a fórmula da felicidade certeira (se é que ela existe), deixo nas palavras de Charles Chaplin, talvez a maneira mais simples de se viver. “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”
