Tem
dias em que me canso de escrever. Não é porque me entedia, mas porque penso que
tem muita gente pra falar e pouca gente pra fazer.
É
bem isso mesmo.
Há
milhares de coisas erradas no mundo. É só parar alguns instantes pra observar
que você vai perceber. Errar, todo mundo erra. Se arrepender, só quando você
esteve errado. Mas que tal tentar ao menos uma vez pensar antes de fazer, pra
não errar e muito menos ter que se arrepender? Pode ser uma experiência boa.
Olhamos
para os defeitos dos outros pra nos privar de nos preocupar com os nossos, mas
sabemos que eles existem, só estão tentando não ser notados. E eis que se
mostra mais um erro da humanidade. Ninguém é a melhor pessoa do mundo. Pelo
contrário, todos são. Cada um a seu modo e no seu mundo. Você pode ser quem
quiser. O mais amado ou o mais odiado. Acredito que nenhum dos dois é
completamente bom. É mais válido, como nos ensina Maquiável, em O Príncipe, ser
temido.
O
ódio é abominável, pois é forte, mas é mal. O amor é lindo, mas causa inveja. Diante
disso, a mais sábia opção é ser temido. As pessoas não vão te odiar por isso,
nem te idolatrar, só vão ser mais espertas ao tentarem te passar a perna porque
ser temido assusta, intimida e transmite mistério. E isso é bom porque ser misterioso
te torna interessante. Atenção! Mistério não quer dizer enganação, fingimento
ou mentira. Para não me contrariarem, perguntei ao Aurélio o que era mistério e
ele me respondeu “tudo o que a inteligência humana é incapaz de explicar ou
compreender”. Logo, ser misterioso vai muito além da forma física. E quem não
se encanta com o inexplicável? Pode ser que haja um e outro que não se importe.
Geralmente, são os que gostam de facilidade. Tudo o que você precisa saber está
ali, na cara, sem nada a esconder. Mas, um dia isso cansa. Cadê a novidade? O
sair da rotina? O descobrir-se a cada dia? Você se cansa de você mesmo e aí
você vira só mais uma palavra e não o contexto em que ela se insere pra fazer
sentido.
Essa
trajetória te leva ao tédio. E não é isso que nós queremos. Já dizia a
gramática que “fazer” é um verbo de ação. Então, vamos lá. AJA. A teoria é
muito bonita, mas só é válida se for comprovada na prática. Há quem discorde,
mas pense um pouco... as pessoas falam, falam, falam e você só acredita se o
que elas te disseram já aconteceu ou aconteça depois que você tentar fazer. E o
que é isso? Por em prática.
Portanto,
saia do mundo do “blábláblá”. Consulte a consciência como prevenção e tome
atitudes. Não sei se a receita vai dar certo, pelo menos você não se
arrependerá de não ter tentado.
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