terça-feira, 1 de novembro de 2011

Raio – X: Mostre o que você é por dentro

De repente venho aquela vontade de escrever...
Este blog foi deixado às traças por alguns meses. Culpa, exclusivamente, minha. Eu podia culpar os afazeres da faculdade ou até mesmo a rotina corrida, mas quando queremos, de fato, escrever, nada é motivo de impedimento. Portanto, culpo a mim, porque me faltou vontade.
Mas, enfim, hoje ela voltou e resolvi me deixar levar...
Eu poderia ser considerada um tanto narcisista porque pretendo falar de mim mesma. Outros me achariam egocêntrica. Mas prefiro dizer que é mais fácil falar de mim do que julgar os outros, no que diz respeito a emoções.
Ser humano é isso. E quando digo “ser” humano me refiro ao ato ou efeito de agir como um. Somos muito mais que carne e ossos. Somos corpo e alma. E mais que isso, somos alegria, nervosismo, somos fúria, somos atenção. Somos uma mistura de sentimentos positivos e negativos. Somos uma pilha, somos dois pólos, que se atraem e se distanciam.
Quando digo somos, na verdade, quero dizer SOU, mas faço uso do plural para não me sentir tão sozinha. Movidos por nossas emoções, agimos sem pensar, pensamos não agir, e nesse conflito em busca pelo o que fazer, nossa vida se torna um trocadilho sem resposta.
Achamos-nos muito espertos, muito maduros, donos de nossos próprios passos. Pode até ser que sejamos, mas caminhar é muito mais que um ato mecânico do corpo, é uma atitude inconsciente da mente. Pronto. Está aqui a chave de todo nosso conflito. Por dentro a vontade é uma. Por fora a atitude é outra. Por que temos tanto medo de nos revelar?
O mundo nem sempre é justo. A sociedade condena, reprime. E devido à repressão externa, nos reprimimos internamente. Vamos acumulando sentimentos confusos de vontades contrapostas. Às vezes isso tudo ficará lá, indigesto e esquecido, mas pode ser que não dure muito tempo e a pressão dessas indecisões provocará uma explosão em nosso corpo.
Por isso, acredito que prefiro ser transparente. Digo que estou bem quando de fato estou e que não estou bem, quando é assim que me sinto. Não adianta eu passar uma imagem para o mundo e ser outra para mim mesmo. Isso me fará mal. Ninguém sofrerá por mim, ninguém passará pelas coisas que eu preciso passar, ninguém sentirá pena se algo de ruim me acontecer e, também, nem quero que sintam. Preciso estar bem comigo mesmo para depois me preocupar em demonstrar isso pro mundo. Não é egoísmo, é amor-próprio.