"Você tem de querer.
Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por
você."
Inspirada nas palavras de
Gabito Nunes, a pessoa que aqui vos fala teve um pensamento súbito. Quero falar
sobre vontades, quero falar sobre desejos. Quero falar sobre “querer”. O autor
ao qual me refiro é escritor de mão cheia pra quem gosta de textos
protagonizados por temáticas femininas e relacionamentos, ou seja, dos meus
preferidos.
Sem delongas, venho enfatizar
o que mais me chamou atenção na citação inicial. Somos do tipo que julgamos, do
tipo palpiteiros e opinativos. Muitas vezes querendo ser conselheiros. Em
outras, querendo ser fofoqueiros. O nosso problema é querer demais.
Querer mandar demais, falar
demais, chorar demais, ser feliz demais. Nada é tão demais, que não possa que
não possa resultar em “menos”. A vida tem a sua medida, exata e adequada para
cada situação em que a gente se encontra. Não adianta querer demais, se não é
pra ser. Não adianta falar demais, se
ninguém quer ouvir. Não adianta mandar demais, se ninguém for obedecer. Não
adianta chorar demais, se ninguém for enxugar. Não adianta ser feliz demais, se
for sozinho.
Passamos a vida toda
querendo, querendo sempre mais. Querendo por nós, querendo pelos outros. Podemos
querer, mas melhor ainda se pudéssemos agir. E se quiséssemos por todo mundo,
um mundo que fosse só nosso.
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