Vista do Edifício Executivo
Hoje está sendo um dia diferente pra mim. Resolvi
escrever para passar o tempo e me dei conta de que o tempo é um fenômeno que,
às vezes, dói.
Passamos por coisas na vida que queremos esquecer, mas tem algumas que
gostaríamos de viver mais e mais. E é difícil sentir saudade, saudade de um
tempo que já foi, saudade desse tempo que foi bom.
Somos recém-formados, mas ainda não cortamos o cordão umbilical que
nos liga à vida universitária. Percebi isso ao ver várias postagens de amigos e
colegas relacionadas à Frutal, à UEMG e à volta as aulas.
É estranho saber que não estaremos lá depois de tanto tempo passando
férias e voltando para o nosso cantinho, mas essas tais férias já não existem.
Se cada um de nós parar um minuto pra pensar em tudo o que vivemos,
tenho certeza que será impossível não sorrir sozinho, lembrando das coisas mais
bobas e felizes.
E aí, eu me pergunto: por que é tão complicado crescer? Aceitar que
aquela vida foi uma fase passageira e que agora a etapa é outra?
Quantos de nós não gostaríamos de voltar a viver aquele momento?
Mas, agora, sabemos que já fizemos a nossa parte, já vivemos a nossa
história e já deixamos a nossa marca.
Nos resta observar e viver de longe com duas certezas: a de que essa
época não volta, mas também jamais será esquecida dentro de nós.
