Mais uma vez chega ao fim o ano letivo. Já perdi a conta de quantos foram na minha vida, mas da faculdade é o segundo. Lembro-me como se fosse ontem, os desesperos do ano pré-vestibular e de repente, estou a entrar no terceiro ano de Comunicação Social.
Ainda não estamos no dia 31 de dezembro, mas já considero ser tempo suficiente para fazer um balanço de como foi este ano...
Acredito 2011 ter sido um ano de grandes mudanças. Autoconfiança e amadurecimento fizeram parte do cardápio. Responsabilidade e coragem tiveram sua pitada. Mas, foi de novas experiências que ele foi recheado. Desde o começo, fomos colocados à prova. A pressão de ser mulher, aluna, amiga e futura profissional exigiram muito de uma pessoa tão pequena, ou que pelo menos se acha assim. Aos poucos fui descobrindo a força que tenho, no entanto, nada que pudesse me impedir de ter meus erros. Ainda me arrisco a dizer que foi um ano intenso e bem diferente do passado. 2010, sim, foi um ano de novidades (tendo em vista o primeiro parágrafo de meu texto, creio que não preciso explicar-lhes o porquê). O que quero, na verdade, salientar é que a cada dia a nossa vida muda. Podemos planejar, pensar no que fazer, estabelecer metas e roteiros, mas nada disso isola o fato de ocorrer conflitos no trajeto. Aí é hora de parar, respirar e ter coragem pra vencer, pois é da dificuldade que surge também a vitória.
PAUSA PARA UM BREVE ESCLARECIMENTO: Não quero que esse texto pareça um trecho de um livro de auto-ajuda ou lição de moral, só quero compartilhar as vivências que tive e as impressões que extrai.
CONTINUANDO... Sou muito de pensar, não que isso me faça melhor que ninguém, mas gosto de guardar recordações e avaliar experiências. Em meu ultimo dia em Frutal, tive um dia de despedidas. Um até logo ali, um abraço aqui e em todas as situações me emocionei. Posso parecer fraca por isso, mas é que não sou de ter meias vivências. Se eu gosto, gosto muito ou gosto nada. E para o meu desespero na hora de falar “tchau”, descobri que há mais pessoas das quais eu gosto muito. Há quem diga: “são só dois meses”; “passa rápido”, ainda assim, julgo ser uma eternidade. Não escondo o meu sentimento de tristeza em ter que deixar aquele que parece ser de verdade o meu cantinho. O apartamento 407 guarda histórias, memórias minhas de quem já passou bons e maus momentos ali. E, por isso, me senti mal ao fechar a porta. Por um segundo fiquei olhando tudo, cada detalhe, cada coisa em seu lugar e, nesse momento, meu ano passou correndo em minha mente. É normal isso acontecer. Qualquer um que parar pra pensar um pouco na sua vida, consegue fazer essa retrospectiva. A minha foi boa e deixa saudades. Passado o momento nostálgico, apaguei as luzes, encostei a porta, girei a chave duas vezes e com as malas pesadas parti rumo ao elevador, tendo a sensação de ter deixado para trás 2011.
Sinceramente, desse gesto, quero esquecer os fatos ruins e em 2012, ao abrir a porta do apartamento, espero estar abrindo também as portas para um ano ilustre e, com certeza, marcante. É assim que eu desejo o meu terceiro ano de faculdade...




