terça-feira, 11 de setembro de 2012

Catavento




O vento. Livre, leve, solto. Invisível, mas necessário. Quem me dera ter um pouco do seu poder de existência. Somos tão visíveis aos olhos humanos e nos tornamos tão pequenos diante da imensidão do mundo.

Eu gosto de altura. De poder olhar o horizonte e não conseguir imaginar onde ele acaba. Sentir a brisa bater no rosto e ter os cabelos ao vento. Fechar os olhos e deixar a natureza acariciar a pele como se fosse um momento único. É nessas horas que a gente se esquece de tudo, para no tempo só pra apreciar os segundos passando devagar, quase parando, transformando a eternidade em algo muito além do que já é.

É por isso que eu tenho um sonho. Ridículo para uns, banal para muitos. Mas seria a sensação perfeita de liberdade. Quero voar de Asa Delta. Dos muitos meios aéreos, é o que mais me chama a atenção. Não tem a estabilidade de um avião, não tem a passividade de um balão e não tem a loucura do budget-jump.

É simples, bonito, harmonioso. Sentir como se tivesse asas de verdade, num voo mesmo que rápido, se faria inesquecível. E tudo isso pelo poder do vento que leva as coisas tristes e nos renova. Que hora pode ser furacão, girando em torno de si. De vez em quando é ventania, arrastando a sujeira. Mas que, sempre, é ar e vida. E a ele, minha gratidão.

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