terça-feira, 12 de abril de 2011

Lotação máxima: 48 passageiros

É essa geralmente a quantidade de pessoas que está definida nas placas existentes dentro dos ônibus. Quarenta e oito, XLVIII, ou simplesmente 48.
Você já parou pra pensar que não se trata meramente de um número? Os passageiros são pessoas com histórias preenchidas dos mais diversos acontecimentos. É só pararmos um pouco para prestar atenção nos diferentes tipos que adentram o transporte.
A necessidade de viajar de ônibus para que eu visite minha família, me fez parar para pensar, em tantas indas e vindas, a singularidade de cada um.
É muito fácil pagarmos a nossa passagem, entrarmos no ônibus, sentarmos num banco, esperarmos passar o tempo da viagem e logo em seguida, descermos como se nada tivesse acontecido. Poxa, as pessoas te veem como mais um que por ali passou, mas na verdade estamos fazendo parte de uma história, breve (confesso), mas indispensável.
Observando os tipos que se encontram naquele ambiente, é possível perceber que o mais filosófico pode estar sentado ao lado de um extremista. E o curioso é ver como pessoas que nunca se virão fazem fluir um papo tão naturalmente, como se se conhecessem há anos.   
Bom, uma coisa é certa: cada um com a sua história, com os seus pensamentos e princípios, ao entrar num ônibus carregam a sua vida junto e ao sair dele, deixam a sua marca. Trata-se de conversas, novas amizades, fofocas, confissões, casualidades e até mesmo brigas. Mas todos com um objetivo em comum: agradecer por aqueles bancos não falarem! HAHA.

6 comentários:

  1. Acho que é por isso que aquela propaganda do Itau no metrô foi tão boa. É muito raro as pessoas se conhecerem no transporte público. eaheauhaeuhae

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  2. "Uma escolha muda todo o seu futuro"! HAHA. Pois é, eles usaram o improvável para transmitir a sua mensagem! =)

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  3. Ótima ideia para um post. Isso não acontece só nos ônibus, mas em todos os lugares com uma concentração mínima de pessoas. Uma vez qdo eu tava muito triste e voltando pra casa passei por muita gente imaginando q eu tinha o pior problema do mundo. Aí parei pra pensar que o problema de cada uma delas poderia ser pior q o meu e q mesmo assim eu era só um elemento do cenário pra eles. Se vc ficar parado em uma praça, por exemplo, vai ver milhares de linhas do tempo passando diante dos seus olhos e talvez até algumas que já se encontraram com a sua.
    Parabéns pelo post sua linda! tá ficando cada vez melhor!

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  4. Quando eu li esse seu texto, lembrei do meu primeiro ano de curso na faculdade, quando eu ainda viajava de ônibus pra Ilha Solteira, Pri!

    De fato, nesse um ano conheci pessoas das mais diversas origens, com visões de mundo, crenças, classes sociais, étnicas e religiosas diferentes. Sempre passaram aqueles que chegavam e queriam uma conversa, outros que apenas perguntavam "esse lugar está vazio?", e os que nem sequer diziam isso!
    Era interessante quando alguém dentre essas pessoas era disposto a uma conversa, nunca se sabe o que está por vir! :D

    Me deixou com vontade de pegar um ônibus agora mesmo e viajar!! ^^

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  5. Mariana Nogueira curtiu isso.


    Acho nem preciso dizer. Já disseram tudo aí em cima!
    Sua liiiiiiiiinda, me mata de tanto que escreve bem.

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  6. Igor e Ga (Fernando) que bom que vocês gostaram. O que eu queria transmitir é a sensação de estar em contato com diferentes histórias em um único lugar. A indentificação com a situação é o que torna a leitura agradável! Espero que eu continue postando e qe vocês contiuem lendo!
    // Mari, obrigada também, e digo o mesmo sobre os seus posts =)

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